segunda-feira, 6 de julho de 2009

O carro e o homem - Parte II

Como havia citado antes: Quem não se lembra do seu primeiro carro? E dos primeiros problemas que vieram com ele? Da sensação de independência almejada desde os primeiros sinais da puberdade? Esta é a minha estória de amor com essas maravilhosas máquinas de transporte:

Minha primeira lembrança em um veículo é de uma Variant branca, ano 71 do meu pai... eu tinha provavelmente uns 3 ou 4 anos, mas me lembro do cheiro do corino marrom dos bancos, de alguns detalhes imitando madeira no painel, do "tic-tac" do relógio analógico e principalmente do inesquecível contraste do antigo emblema da Volks brilhando no centro do volante.



No final dos anos 70 (provavelmente com 5 anos), andei em um taxi Corcel quatro portas enfeitado com coloridas cortinas de crochê... mesmo naquela época achei aquilo... digamos, "exagerado"... mas ficou gravado na minha memória até hoje o fácil acesso ao macio banco traseiro!!


Na minha infância, lembro também de um chevette marrom de um tio... naquela época era o carro mais confortável no qual eu já havia entrado... Assim, no início dos anos 80 eu sonhava com o esportivo Chevette GT...


Mas só em 1982, peguei pela primeira vez o volante do fuscão branco do meu pai... ano 78 se não me engano... com nove anos de idade eu mal alcançava os pedais, mas guiei por uma deserta e larga rua de terra do parque Edu Chaves na zona norte de São Paulo, onde morávamos à época.

Mas enfim, meu primeiro carro de fato, foi "traumatizante"... um fusca amarelo 1973 com pneus traseiros maiores que os dianteiros, rodas de "magnésio", bancos recaro reclináveis, faróis de milha (que nunca funcionaram) e o resto nem gosto de lembrar... descobri "beeeem depois" que por baixo da reluzente pintura amarela havia a cor original azul, padrão dos taxis em meados da década de 70... depois confirmei uns estranhos furos por baixo do porta luvas que indicavam a instalação de uma "capelinha"... acho que andei mais do lado de fora empurrando esse fusca do que do lado de dentro... lamentável... mas aprendi muito com ele!!!

Depois disso, um capítulo à parte: Minha primeira experiência 4x4... uma Ford Pampa 4x4 1984:

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Na época figuravam sozinhas neste filão a Pampa e a Belina 4x4, sendo então a única opção de carros de passeio "off road". Derivadas do "aristocrático" Del Rey, ambas eram valentes e alguns corajosos admiradores as utilizam até hoje.

Continuando, vale citar meu VW Voyage 88, branco como a neve... esse também deixou saudades, apesar de ter sido o único com o qual sofri um acidente - "mea culpa" - até hoje!


Depois disso passei por um "grande" Santana 2.0 Evidence cor chumbo e ano 90, ótimo pra viajar, mas "meio" gastão... voltei então à um Ford, um Escort prata 94 tipo "sapão" bom de asfalto mas péssimo de terra. E depois o único Fiat nesta estória (tenho preconceito até hoje), um Pálio 2001 da série 500 anos, de ótimo acabamento e muito econômico, mas de motorização sofrível pra dizer o mínimo;



Outro Volkswagen, agora uma ótima Parati GL 92 dourada (uma das únicas que infelizmente não tenho fotos) e paralelamente um Golf GL alemão muito confortável e de ótima performance, mas de "cara" mecânica;


O último inesquecível desta história era um sonho da juventude: O jipe Lada Niva... o valente e injustiçado 4x4 russo azul noturno, me acompanhou em diversas aventuras (sendo inclusive tema de fundo de reportagem de revista expecializada - ao lado) e inaugurou uma nova fase em minha vida. Hoje, não consigo me imaginar em um carro que não seja 4x4.

No Brasil, alguns carros são verdadeiros clássicos, seja por seu desempenho, por sua estética ou simplesmente pela paixão inexplicável que desperta em seus proprietários. São clubes e associações que arregimentam centenas e em alguns casos, milhares de seguidores... podemos citar por exemplo os clubes do Passat, do Opala, dos "V8", do "Jeep" e os mais conhecidos como o "Clube do Fusca" e o Chevrolet Clube, entre outros diversos clubes e agremiações que têm como finalidade trocar informações e peças com outros proprietários e exibir o carro de seus sonhos.

Esse fenômeno leva a movimentar esse mercado... lojas de peças e acessórios, desmanches e até os controvertidos ferros velhos são como lojas de brinquedos para essas crianças crescidas. E as revistas especializadas em veículos, que se acumulam nas bancas são várias!!! A mais recente investida neste mercado é da mídia televisiva... programas muito semelhantes, focados em carros, começam a "pipocar" nas manhãs de domingo e também em outros horários.

Movidos por essa paixão - acredito eu - muitos proprietários transformam carros "normais" em verdadeiras raridades sobre rodas... a última moda é o "tunning" mas alguns reformam, restauram e fazem questão que até o parafuso que segura o acabamento da maçaneta seja original, outros, preferem fazer deste uma viatura exclusiva, sem igual... e muitas vezes sem precedentes!

Tenho o hábito de andar com a máquina fotográfica justamente para "flagrar" esses carros exóticos pelas ruas e abaixo seguem dois exemplos mais recentes destes:

Uma pickup Chevrolet Chevy da década de 80 (derivada do último modelo do Chevette), com motor 6cc do Opala, suspensão levantada e com sistema de tração original, parece bem agressiva e preparada para o barro, resta saber na prática:

Atente para o diferencial trazeiro aparente e a barra de torção:


E esta VW TL 1300 que flagrei próximo da minha casa... uma criativa e por que não dizer, estilosa versão "G3" desta legítima representante dos saudosos anos da discoteca:

Notem o curioso teto de vinil no melhor estilo "Landau" e as lanternas originais preservadas no para-choques envolvente e pintado na cor do carro:


Na internet, se encontra facilmente verdadeiras raridades deste tipo, mas é difícil encontrá-los nas ruas, pelo menos no Brasil... note este fiat que "parece" um simples 147 transformado... apelidado pelo autor da foto (desconhecido) como "147 Adventure"!!


Como citei no início, essa paixão é mundial, não tem raça, credo, origem ou qualquer outro tipo de barreira... somos todos admiradores desta máquina centenária que desperta suspiros e no mínimo um olhar curioso, mas indiferente, ninguém fica.

Até a próxima!!

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