Expedição Aiuruoca - Minas Gerais
De 11 a 14 de junho de 2009.

Essa expedição foi a primeira organizada em um feriado prolongado e promovida em sistema de parceria com o colega Thyago do Rio de Janeiro, antigo aventureiro, niveiro e colega do fórum 4x4.
A pousada para receber os participantes foi escolhida em função da maior capacidade e melhor preço em relação as outras da cidade.
Com 37 aventureiros, distribuidos em 14 veículos, foram 4 dias de aventuras, entre comboios saindo do Rio de Janeiro, de São Paulo capital e do interior, onde alguns chegaram a percorrer até 1.000 quilômetros para participar deste inesquecível evento.
O primeiro grupo a chegar em Aiuruoca foi o "paulista" que teve 3 pontos de encontro, saindo da região de Campinas, de Atibaia e depois em Pouso Alegre, já em Minas Gerais. Na rodovia Fernão Dias, o comboio acessou a estrada para Heliodora, passando por Lambari e Caxambu antes de chegar em Aiuruoca.
E tanto a chegada, quanto os pontos de encontro foram marcados pelo tempo chuvoso e frio mas sem nenhum contratempo ou imprevisto.
Chegamos a pousada por volta do horário do almoço e após nos alojarmos devidamente, fomos para um restaurante no centro da cidade para saciar o apetite com uma simples mas saborosa refeição.

Depois disso, os incansáveis aventureiros quiseram fazer uma "visita" a Pousada Do lado de lá, tradicional ponto de partida para trekking ao cume do pico do Papagaio. A aventura prometia, pois quanto mais subíamos o tempo mais fechava... a densa neblina e a garoa insistente dificultavam muito a visão e testavam a habilidade dos pilotos e os nervos dos tripulantes e zequinhas no difícil e íngreme piso de pedras soltas e lisas que havia pela frente.

Além da perícia dos pilotos nos aclives, as descidas também exigiam todos os recursos dos veículos e o primeiro a ficar pelo caminho foi o valorozo Niva do Milton... com o cabo de aço do freio de mão estourado o freio ficou "bobo" e diante dos desafios que ainda viriam, Milton e sua navegadora Mara, resolveram estacionar e seguir adiante como tripulantes.
Ainda na ida, captamos o Baré (líder do comboio do RJ) no rádio. Ele estava no Vale do Matutu, a caminho da pousada e devido certamente a nossa altura, ainda que longe, conseguimos conversar normalmente até certo ponto.
Chegando finalmente "Do lado de lá" e mesmo não tendo praticamente visão nenhuma, ainda foi possível perceber a atmosfera diferente e cheia de energia do local, um verdadeiro santuário natural de difícil e exclusivo acesso 4x4.
Depois de conhecer a pousada - onde fomos muito bem recebidos pelo gerente Márcio - e seu entorno, tiramos muitas fotos, inclusive a tradicional foto do grupo e então, partimos para o retorno.

Retornando para a pousada, encontramos o restante do grupo que havia vindo do Rio e depois de um banho e das devidas apresentações, fomos para a cidade e jantamos muito bem na Pizzaria Dona Azeitona, onde o grupo foi muito bem acomodado e servido.

No dia seguinte, sexta-feira, dia 15, após a distribuição das camisetas e adesivos do evento e de parceiros no café da manhã, saímos conforme o programado em direção ao Vale do Matutu. No caminho juntou-se a nós o último aventureiro que ainda não havia chegado, o Norival de Santos com sua Tracker preta...



No Matutu, os expedicionários fizeram compras, tomaram um café com bolo caseiro e apreciaram a bela cachoeira no local, antes da forte chuva que pegou a turma no retorno da cachoeira.
O comboio perfilado no Matutu:

O Casarão:


A cachoeira do Matutu:

Sede da Cooperativa do Matutu:

Antes da chuva dar uma trégua, fomos para o próximo ponto de encontro, o restaurante do Gilberto, no caminho de volta para a cidade, onde tivemos um "pequeno incidente"... devido a chuva forte naquele momento, a viatura guiada pela Angélica (depois conhecida como a "Land dos Biólogos") deu uma leve "rabeada" na trilha enlameada, chocando a trazeira contra o barranco e acabando atravessada na estrada...
Resultado: O susto e o pneu trazeiro perdendo pressão... nada que depois de matarmos a fome com uma comidinha saborosa e bem servida, não tenha sido facilmente esquecido - Claro que os comentários maldosos, não deixaram de citar que o condutor da Land era do sexo feminino... :D

Enquanto almoçávamos, a chuva deu uma trégua e depois de saciados, muitos ficaram admirando o "monstro" 6x6 estacionado no restaurante: Um raro
caminhão militar REO M-35 em restauração, segundo o proprietário, arrematado em um leilão dos Fusileiros Navais.
Ainda no restaurante, fomos até o mirante de onde era possível visualizar nosso próximo desafio:
A trilha para a linda cachoeira do tombo:
Saímos do restaurante por volta das 14hs em direção a entrada da trilha da Cachoeira do Tombo, onde enfrentamos novamente uma chuva de "lavar a alma"... ainda assim, foi possível aproveitar bastante a trilha e a cachoeira, que foi um desafio gratificante para o grupo, que curtiu muito a mata fechada de alguns trechos e as pedras escorregadias da cachoeira:
A ponte de acesso a trilha para a cachoeira do Tombo:
Caminhada leve de 10 minutos em meio a mata:
Mara e Milton:
Christian e Mirian:
Laudemir:

A noite, finalmente a confraternização novamente na Pizzaria Dona Azeitona, desta vez com a maioria do grupo que lotou o salão do estabelecimento que serve não só pizza, mas pratos como a famosa Truta da região. Outra parte do grupo, foi para o charmoso "restô" Kiko e Kika, com seus saborosos e sofisticados pratos de estilo internacional...
Enquanto isso, na praça da cidade, rolava a quermesse com fogueira e quadrilha, que durou, segundo os pacientes espectadores, impressionantes vinte minutos sem repetir sequer um passo!
Foto de Rita
No dia seguinte, sábado, dia 13, a programação prevista incluía a trilha para a belíssima cachoeira dos Garcias na parte da manhã e a cachoeira do "Deus me livre" na parte da tarde, ambas com uma caminhada de curta duração e dificuldade "média".
A cidade de Aiuruoca, vista da pousada:


A previsão do tempo que era de muito sol mas com temperatura baixa, se confirmou e saímos animados após o farto café da manhã, sob um belo céu azul com poucas nuvens, para a primeira parada: A cachoeira dos Garcias.
A trilha foi tranquila, desta vez com ótima visibilidade, paramos algumas vezes para fotos:
O comboio a caminho da Cachoeira dos Garcias:

A cachoeira vista da estrada/trilha:


Já na entrada da trilha, uma caminhada leve, ainda que íngreme principalmente chegando a margem do rio que resulta da cachoeira... mas tudo vale a pena:


Mesmo com a temperatura da água muito baixa para um mergulho, houve quem se aventurou... o Eduardo foi o primeiro a desafiar a gelada, seguido do Baré e depois a Mirian seguiu os exemplos de coragem.
Subimos até o topo da cachoeira, onde encontramos pontos de ancoragem para rapel... uma visão deslumbrante para quem curte o esporte vertical, com aproximadamente 25 metros de descida negativa.

Algumas interessantes formações encontradas nas rochas foram temas para boas fotos:
Saindo da Cachoeira dos Garcias, a próxima atração era o Poço Joaquim Bernardo, mas muitos dos que não foram até a pousada "Do lado de lá" no primeiro dia, quiseram aproveitar a proximidade e lá foi parte do grupo para um lado e outra parte, para outro... sempre mantendo contato pelo rádio.

O caminho para a pousada do lado de lá, agora sem nevoeiro:

Nem neblina:
"Do lado de lá" desta vez encontramos o simpático proprietário da pousada, que nos recebeu muito bem com um cafezinho quente e a interessante história do lugar e dele próprio, que rendeu boas risadas... 
Voltando finalmente para a cidade, almoçamos por volta de 15hs e logo partimos para a segunda parte da programação do dia... a cachoeira "Deus me livre".
Por ser em um local de mata muito fechada e necessitar de uma caminhada razoável, inclusive com uma pequena travessia do rio, houve uma especial preocupação com o avançado da hora, pois nessas condições o anoitecer chega muito rápido... e isso acabou rendendo uma passagem interessante:
Rita, na cachoeira "Deus me livre":

Foto de Rita
O esquema de trekking nesta situação, funciona mais ou menos como um comboio, deve ter alguém que conheça a trilha na frente e alguém "fechando" a fila... neste último caso, ficamos eu e o Tulio (irmão do Baré) por último... nisto, tivemos a "brilhante" idéia de "marcar" o local de nossa passagem para facilitar o retorno e evitar que pegássemos a trilha errada se eventualmente estivéssemos no escuro... impetuosamente porém, o Túlio agarra um grande galho de uma árvore e sem dar a mínima para meus apelos tenta "dar um nó" no mesmo... acredite se quiser (na verdade nem mesmo ele deve saber o que tentou fazer).
O resultado de tanta agitação no meio de altas árvores em local úmido, foi uma chuva de galhos e pedaços de madeira podre, sendo que um deles atingiu em cheio minha "pequena" cabeça... :-( o resto foi só gozação... rsrs!!
Vale citar que, voltando da cachoeira, nosso solidário companheiro Omar, "deu um apoio" na travessia do rio à um casal de motoqueiros que encontramos, o que naturalmente rendeu muitas estórias...
Voltamos para a pousada e nos preparamos para jantar... desta vez, eu fui com uma parte do grupo para o "Restô" Kiko e Kika e a maior parte da turma, novamente ficou na Dona Azeitona... esta foi sem dúvida a noite mais fria... o céu limpo e sem vento durante o dia já indicava uma noite gelada. Jantamos muito bem e depois de muitas estórias, piadas e a dolorosa conta, voltamos para o descanso merecido.
A sala de espera do "Restô" Kiko e Kika:

"Kika" e eu:
O Domingo, dia do retorno, e que estava programada a visita à cachoeira da Laje, amanheceu com muito sol e céu limpo, mas frio... muito frio... alguns inclusive tiraram fotos de gotas congeladas na vegetação em torno da pousada.
Durante o café da manhã porém, parte do grupo revelou ter outros planos... aproveitaram a proximidade e formaram um grupo para ir até a mística São Thomé das Letras, que muitos não conheciam. Belíssimo passeio!
Foto de Zé Roberto

A turma no cruzeiro de São Thomé das Letras:

Depois de nos despedirmos, os remanescentes foram para a cachoeira "Duas quedas" como estava originalmente programado:
Depois disso, a missão estava cumprida e a aventura terminada. Retornamos cada qual pelo caminho que escolhera como melhor e prontos para a próxima expedição.
Parabéns à todos os expedicionários!!!!
Agradecimentos especiais: Ao grande parceiro Thyago da Baré 4x4, ao Restaurante Dois Irmãos e à Pousada "Do Lado de Lá", que colaboraram e muito para o sucesso de mais esta expedição.

Até a próxima!!!